Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti, como de mim.

Perde-se a vida, a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz, seria
Matar a sede com água salgada.

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Súplica

Miguel Torga

(Ex)Citação de Miguel Torga

Poeta, contista e memorialista. Escrevi também romances, peças de teatro e ensaios. Prémio Camões de 1989.